Trabalhadores de Rio Bonito terão dois meses extras de renda após tornado

Ação emergencial avança com atuação decisiva de representantes dos trabalhadores no CODEFAT

O município de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, receberá uma medida emergencial do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para apoiar trabalhadores atingidos pelo tornado que destruiu parte da cidade. O Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional já reconheceu o Estado de Calamidade Pública, o que abriu caminho para medidas de proteção social imediata.

A proposta, elaborada pela área técnica do Ministério do Trabalho, prevê duas parcelas adicionais do seguro-desemprego para quem já estava recebendo o benefício quando ocorreu o desastre. A iniciativa será analisada pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (CODEFAT), órgão que define como os recursos do FAT são investidos e liberados em situações de crise.

Papel fundamental dos representantes dos trabalhadores

A deliberação do CODEFAT ganha peso especial porque o Conselho é formado por representantes dos trabalhadores, dos empresários e do governo. Entre os representantes dos trabalhadores estão Joilson Cardoso e Tadeu Cohen, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da Corrente do Sindicalismo Socialista Brasileiro (SSB).

Ambos atuam em decisões de grande impacto social. Eles participaram, por exemplo, da liberação de cerca de R$ 1,5 bilhão destinada a trabalhadores afetados pela tragédia climática no Rio Grande do Sul, uma das maiores operações emergenciais já aprovadas pelo Conselho. “Esse histórico reforça o papel estratégico dos representantes sindicais na defesa dos trabalhadores em momentos de calamidade. Esse suporte é extremamente importante para que eles se sintam amparados”, disse Joilson.

Como vai funcionar

A medida beneficiará trabalhadores que já estavam recebendo seguro-desemprego por demissão sem justa causa entre junho e novembro de 2025. No Paraná, 44 pessoas nessa condição, todas vinculadas a empresas de Rio Bonito do Iguaçu, devem ser contempladas.  O custo estimado da ação é de R$ 156.236,26.

Por se tratar de uma ação humanitária, o presidente do CODEFAT autorizará a publicação antecipada da decisão, permitindo que o pagamento seja liberado antes do parecer final. A votação definitiva ocorrerá em 16 de dezembro; após a confirmação, os valores serão executados imediatamente.

A liberação das parcelas adicionais reforça o papel do FAT como instrumentos essenciais de proteção social. Em um momento de crise, a atuação firme dos representantes dos trabalhadores garante que nenhuma decisão emergencial deixe de considerar quem mais precisa de apoio.