SSB marca presença na Marcha em Brasília para cobrar respostas do governo
Ataques aos trabalhadores avançam com a retirada de direitos e conquistas históricas
A Marcha da Classe Trabalhadora, realizada em Brasília, reuniu centrais sindicais e representantes do Sindicalismo Socialista Brasileiro (SSB). O ato mostrou a força da mobilização nacional e colocou em debate as pautas aprovadas na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) 2026.
Os representantes dos trabalhadores entregaram ao governo federal e ao Congresso 68 reivindicações construídas pelas centrais sindicais até 2030 e reforçaram a necessidade de fortalecer as negociações coletivas.
A pauta, já aprovada na CONCLAT, inclui pontos como o fim da escala 6×1, a redução da jornada sem corte de salário, a valorização do salário mínimo, o combate à precarização e a regulamentação do trabalho por aplicativos.
O secretário nacional da SSB, Joilson Cardoso, que esteve presente em Brasília, afirmou que a mobilização não é um ato isolado, mas parte de um processo maior de luta e organização.
“Essa marcha é resultado da indignação de quem sente no dia a dia o peso da exploração. A CONCLAT aponta o caminho, mas é a mobilização que transforma luta em conquista. Não dá mais para aceitar jornadas exaustivas, baixos salários e retirada de direitos. A classe trabalhadora precisa ser ouvida e isso só acontece com pressão organizada”, disse.
Para o presidente da SSB, Tadeu Cohen, o cenário político atual exige atuação permanente da classe trabalhadora e dos movimentos sindicais.
“Precisamos barrar a Reforma Administrativa que, da forma como está, desmonta o serviço público brasileiro, além de defender empregos dignos, valorizar o salário mínimo e fortalecer as negociações coletivas. O governo Lula se aproxima do fim, e os trabalhadores ainda não tiveram respostas sobre os ataques que vêm sofrendo”, afirmou Tadeu.
A Marcha em Brasília deixa um recado importante. Sem mobilização, não há conquista. É na união da classe trabalhadora que está a força para enfrentar os interesses que tentam barrar direitos e impedir avanços.
O governo e o Congresso precisam ouvir quem sustenta este país todos os dias. Ir para as ruas é um passo, mas avanço de verdade exige pressão, negociação e resultado. Não aceitaremos retrocessos.
Fotos: Divulgação SSB/STMC e Ricardo Stuckert.
