SSB defende o Pacto Nacional contra o Feminicídio como resposta urgente à violência contra as mulheres

Brasil registrou recorde histórico de 1.470 assassinatos em 2025, média de quatro mortes por dia

O Sindicalismo Socialista Brasileiro (SSB) defende o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio como resposta necessária diante deste cenário. A iniciativa reúne Executivo, Legislativo e Judiciário em uma atuação coordenada para enfrentar números alarmantes que mostram que meninas e mulheres não estão seguras no país.

De janeiro a dezembro de 2025, foram 1.470 assassinatos de mulheres registrados, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, média de quatro mortes por dia. O cenário confirma que essa violência é uma crise estrutural e exige resposta urgente.

O pacto acelera a concessão de medidas protetivas e integra órgãos públicos para evitar falhas na segurança, garantindo que agressores sejam responsabilizados com mais rapidez. Também reforça o acolhimento às mulheres em maior vulnerabilidade e amplia o enfrentamento à violência digital.

Além disso, o pacto conta com o site TodosPorTodas.br, uma plataforma que vai centralizar canais de denúncia e políticas de proteção, estimulando a maior participação direta de instituições e de toda a sociedade civil no combate ao feminicídio.

Dimensão da violência
Dados do Conselho Nacional de Justiça mostram que somente no ano passado foram concedidas 621.202 medidas protetivas, o equivalente a 70 por hora. No mesmo período, o Judiciário julgou em média 42 casos por dia, totalizando mais de 15 mil julgamentos, enquanto o Ligue 180 contabilizou 425 denúncias diárias. Números que mostram que nem sempre a ajuda chega a tempo.

Para o presidente da SSB, Tadeu Cohen, essa iniciativa é fundamental, mas precisa vir acompanhada de recursos, fiscalização e compromisso.

“A violência contra mulheres exige responsabilidade dos Três Poderes, que assumiram o compromisso ao lançar o pacto. Cabe ao poder público fortalecer as redes de acolhimento, garantir autonomia econômica e ampliar políticas públicas que funcionem. E cabe à sociedade mobilizada exigir que essas medidas saiam do papel e sejam cumpridas. O enfrentamento dessa violência é responsabilidade de todos nós.”

Sem mobilização coletiva, o ciclo da violência não se rompe. A SSB reafirma que combater o feminicídio é defender direitos, a dignidade e a própria democracia, mas isso não será possível enquanto mulheres viverem sem proteção.