Os desafios das novas tecnologias no mercado de trabalho

Transformações reforçam o papel sindical na proteção da classe trabalhadora

As novas tecnologias já transformaram o mercado de trabalho no Brasil e fazem parte do dia a dia de milhares de pessoas. Elas estão nos sistemas que organizam escolas, nos aplicativos de entrega, nas vendas online, nos hospitais e nas máquinas que auxiliam as atividades no campo. Em 2026, esse avanço se apresenta como um dos grandes desafios, porque afeta diretamente direitos, salários e a dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras.

Um exemplo são os profissionais de aplicativos, que muitas vezes atuam sem garantias básicas, expostos a riscos e a altos índices de acidentes. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que cerca de 1,7 milhão de brasileiros tiram o sustento através dessas plataformas digitais.

O Sindicalismo Socialista Brasileiro (SSB) reconhece que a tecnologia é parte do presente e do futuro, mas precisa estar associada a regras e proteção social. Sem regulamentação, seu uso tende a ampliar desigualdades e fragilizar direitos, seja no serviço público, no setor privado ou no trabalho informal.

Para o presidente da SSB, Tadeu Cohen, a inovação traz avanços importantes, mas exige responsabilidade. “A tecnologia é fundamental. O que não aceitamos é o uso dela para precarizar relações ou retirar direitos. O desafio é garantir que o avanço tecnológico caminhe junto com a valorização humana e com a proteção social.”

Além da regulamentação, o avanço das novas tecnologias exige políticas de qualificação profissional para que as mudanças no mercado de trabalho não ampliem as desigualdades. A atuação sindical tem papel decisivo para garantir condições justas, novas oportunidades e evitar a precarização. Retrocessos não serão aceitos.